Vôlei Brasil Kirin se despede da Superliga aplaudido, após jogão contra o Sesi
Mais de 2.500 torcedores estiveram no Ginásio do Taquaral, em Campinas, para gritar e incentivar o Vôlei Brasil Kirin na manhã deste sábado (5). Empurrados por sua apaixonada torcida, os campineiros jogaram de igual para igual, mas acabaram superados pelo Sesi-SP por 3 a 2 (21/15; 21/19; 17/21 e 17/21 e 15/09), no segundo jogo da semifinal da Superliga Masculina de Vôlei, e se despediram de cabeça erguida do torneio.
Mesmo com o tropeço, a torcida, que aplaudiu o time de pé no final, tem muito o que comemorar, já que a campanha do Vôlei Brasil Kirin nesta edição da Superliga foi inédita. O time campineiro fez a melhor temporada de sua história ao chegar na semifinal pela primeira vez, em quatro anos. Além disto, os comandados do técnico Alexandre Rivetti disputaram a final do Campeonato Paulista e as semifinais da Copa do Brasil, mostrando força em todos os torneios.
“Foi uma temporada intensa para todos nós. Tivemos ótimos momentos e foi uma pena ter saído agora. Mas saímos de cabeça erguida, com certeza”, afirmou o técnico Alexandre Rivetti.
A partida deste sábado marcou ainda a despedida do central André Heller das quadras. Após o fim do duelo, o jogador recebeu uma homenagem em quadra e se emocionou.
“Essa torcida é incrível e única. Sempre digo que nunca joguei em nenhum lugar onde sentisse essa energia tão especial. Só tenho a agradecer por terminar minha carreira como jogador diante deles”, disse Heller, que anunciou a aposentadoria após a temporada nesta sexta-feira (04).

André Heller foi homenageado também pelos adversários (Foto: Divulgação/Brasil Kirin)
Na final da Superliga, Cruzeiro e Sesi-SP se enfrentam em Belo Horizonte, no próximo dia 13. Já o Vôlei Brasil Kirin entra agora em período de férias.
O jogo
O ataque do Vôlei Brasil Kirin começou mostrando o cartão de visitas. Em jogada rápida, Diogo veio do fundo e surpreendeu o adversário. Apesar da boa jogada, o começo foi equilibrado, com os dois times mostrando sua força ofensiva e trocando pontos. Após a primeira parada técnica, o bloqueio dos campineiros começou a tocar bolas e o levantador Paulo Renan soube aproveitar bem os contra-ataques.
O equilíbrio predominou até a segunda parada. Os visitantes conseguiram encaixar boa sequência de pontos, suficientes para sair na frente. No set seguinte, o Vôlei Brasil Kirin foi buscar a reação. Quando o set estava em 8 a 6 para os paulistanos, o levantador Paulo Renan foi para o saque e situação mudou. O adversário teve dificuldades para controlar os saques balanceados, o bloqueio voltou a funcionar e o time da casa marcou quatro pontos seguidos para virar o marcador (10 a 8).
Os campineiros foram administrando a vantagem, mas do outro lado da rede, os adversários não desistiram da parcial, conseguiram passar na frente e aumentaram a vantagem.
O terceiro set foi de completo domínio do Vôlei Brasil Kirin. Desde o início, os jogadores mostraram grande intensidade. O ataque não decepcionou e a terceira parcial foi dos comandados de Alexandre Rivetti.
Embalado pela torcida, o Vôlei Brasil Kirin não teve um começo bom de quarto set e viu o adversário abrir 4 a 1. No entanto, os jogadores colocaram a cabeça no lugar, se organizaram e foram para a primeira parada técnica na frente (7 a 6). Concentrados e consistentes na virada de bola, os campineiros não deram chance aos rivais e levaram a partida para o tiebreak.
Na última etapa do jogo, as equipes mostraram novamente sua força, mas os visitantes foram superiores e acabaram levando a melhor.
Vôlei Brasil Kirin
Paulo Renan, Rivaldo, Diogo, João Paulo Tavares, Vini, Gustavão e Alan (líbero). Técnico – Alexandre Rivetti
Entraram: Bérgamo, Rodriguinho, Mineiro
Sesi-SP
Sandro, Renan, Murilo, Lucarelli, Sidão, Lucão e Serginho (líbero). Técnico – Marcos Pacheco
Entraram: Manius,Thiaguinho e Rogério